“És mesmo pifado dos cornos”, disse ela carinhosamente ao mesmo tempo que sorriu e voltou-lhe novamente as costas para dar mais uns passos pequenos com a firmeza característica de quem só procura trevos de quatro folhas. Ele continuou a ir atrás dela, quase parado, a olhar para o espaço que ela ocuparia se não se tivesse movido, tentando reter na memória a expressão que ela teria se não tivesse falado nem sorrido. Depois também ele sorriu quase imperceptivelmente e fechou os olhos para conseguir resistir a dizer-lhe que ninguém fica o mesmo depois de ser raptado pelos extraterrestres. E não era só na cicatriz da biópsia que ele estava a pensar. |