Já não bastavam as suspeitas de crimes sortidos que recaem sobre árbitros e dirigentes, atletas e médicos; já não bastava termos tudo quanto é elemento da selecção nacional de futebol a utilizar a sua imagem, poderosa perante as crianças e jovens, para promover coisas cada uma mais altamente aconselhável que a outra (endividamento, hambúrgueres, cerveja, etc.). Não, termos a quase totalidade da população portuguesa acriticamente vidrada numa actividade que a vários títulos se tornou criminosa não era o suficiente: agora temos como estilista da equipa das quinas (o nosso orgulho e não sei quê) uma fulana que defende a utilização de peles verdadeiras no vestuário. A argumentação é, como seria de esperar de alguém com o calibre de Fátima Lopes, demolidora: “Até a Naomi que chegou a fazer publicidade contra as peles verdadeiras já as voltou a usar outra vez”. |