Não havia marcas de arrombamento ou qualquer outro sinal de violência. O cadáver estava sentado na cadeira de aspecto desconfortável, com a cabeça caída sobre a máquina de escrever AZERT de onde saía uma folha com o texto:
«lulas à bordalesa amêijoas à bulhão pato bacalhau à brás posta à mirandesa amor à camisola esparguete à bolonhesa sopa à portuguesa tripas à moda do porto bacalhau à gomes de sá polvo à lagareiro hoje há caracóis carne de porco à alentejana atum à ramirez cerveja à discrição preços com iva incluído.»
O inspector Rousseau olhou lentamente em volta ignorando o olhar expectante dos agentes policiais que vagueavam sem destino pela sala, aproximou-se da enorme janela com vista para a baixa e sussurrou um inaudível estou fodido com esta merda. Já era o quinto caso em 3 semanas e era certo que também neste não haveria pistas de qualquer espécie. |