Segundo o Público, o início do processo de beatificação de JP2 foi hoje de manhã anunciado por B16. De acordo com a burocracia da cúria romana, que certamente resulta de inspiração divina, estes processos de beatificação só podem dar-se 5 anos ou mais após a morte da pessoa em questão, a menos que o papa em exercício autorize a sua antecipação. Foi esse o caso, tal como o tinha sido quando o agora a caminho da santidade JP2 autorizou o início do processo de beatificação de Madre Teresa de Calcutá ainda ela não tinha arrefecido completamente.
Ficamos então a saber que a grande diferença entre a administração pública portuguesa e a administração divina de Vatican City não é o grau de corrupção, que como se vê é elevado em qualquer dos 2 sítios, mas o facto de que cá o importante é ser amigo de quem manda, ao passo que lá o que interessa é ter sido, em vida, amigo de quem manda. Tudo uma questão de tempos verbais. |