O tártaro que se cria nas canalizações por onde passam os nossos sentimentos e que torna inflexíveis as relações com os papéis a que nos sujeitamos faz-me pensar que a mudança é democraticamente abominada, contrariamente a tudo o que se ouve redito por quem quer que tenha alguma coisa a redizer. Por outras palavras, se vendes livros e passares a vender produtos congelados, a clientela vai-se toda para outra freguesia ao som de queixumes segundo os quais gostam muito de ti mas, estalo de língua, não dá porque já não vendes aquilo que te compravam. Deve ser sasonal esta minha dúvida sobre se existirá alguma diferença digna de palavras entre psicologia e economia. |