Madrugada após madrugada, lá está ele, frio e anónimo a coberto dos vidros fumados. O seu carro, estacionado à beira Tejo, é uma verdadeira central de comunicação preparada para, mal se dê a ocorrência de um nevoeiro suficientemente épico, espalhar na comunicação social a boa nova do seu ressurgimento para glória da Nação Portuguesa. Uns metros atrás, no atrelado, o cavalo branco relincha aleatoriamente.
Plano B (para o caso de tardar demasiado a manhã de nevoeiro): uma conferência de imprensa num bom hotel da capital e esquece-se esta palhaçada toda. |