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Não observador, não participante
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De repente, percebo que sou querido a participar, mas não a observar.
O melhor que consigo é observar sem participar. Erro maior. É aqui, neste ponto apagado do mapa, que há um ridículo que quero impedir mas onde as palavras que não saem (sou o único a querer ouvi-las) ficam às voltas na boca até ganharem um sabor estragado. Há um respeito precioso que ameaça perder-se para sempre, uma imagem ainda boa que apago já um segundo depois do momento certo, um desespero a que não quero conhecer os meios.
 [Ernst Haas - White Sands, New Mexico, USA, 1952]
De repente, uma história a que só quero conhecer o fim. Até lá, saio.
Pelo menos até lá. |
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