Era uma vez três irmãs chamadas Mariana, Capristana e Ratazana que viviam numa casa muito velhinha mesmo à beira da Estrada Nacional 109. As três irmãs, que também já eram muito velhinhas, confeccionavam pratos de comida tradicional portuguesa para fora, mas um dia, com o desaparecimento progressivo da clientela e com a crescente dificuldade em arranjar, a preços decentes, produtos com a qualidade necessária para os seus lendários cozinhados, resolveram reformar-se. E decidiram que se paravam cozinhar para os outros também não iriam continuar a cozinhar só para elas. Então, vestiram as suas melhores roupas, meteram-se na carroça puxada pelo burrico Jeremias e lá foram elas ao shopping mais próximo, por a vizinha lhes ter dito que era lá que estava a comida de que as pessoas agora gostam.
E assim fizeram e passado meia hora morreram e agora são 3 estrelinhas no firmamento do hemisfério sul que era onde havia vaga e há muita gente que vai ao Brasil só para as ver.
Enfim, «só para as ver» é como quem diz. As estrelas só se vêem de noite e as pessoas não estão lá só de noite. Além do mais, é uma viagem grande e é natural que as pessoas aproveitem para ficar uns dias, para ir à praia, passear, ver uns monumentos, etc. E mesmo de noite, as pessoas não vão ficar para ali simplesmente a olhar para as 3 estrelinhas até lhes dar o sono. Por mais que as estrelinhas sejam belas e o firmamento mágico. Pronto, digo eu que nunca lá fui nem devo ir tão cedo que é natural que as pessoas façam outras coisas quando vão ao Brasil, mesmo de noite. É só isso. Eu faria. |