Bons, muito bons, os Artesãos do Corpo (São Paulo, Brasil) hoje à tarde em Coimbra no 8º Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas / Lugar à Dança. Poucos minutos após o início já os transeuntes que tinham ido ao Parque Manuel Braga (onde começou a performance) e ao Parque Verde do Mondego (onde terminou a performance) para o seu passeio domingueiro se tinham transformado, alguns nitidamente contra o seu feitio, em silencioso e bem comportado público de um espectáculo que, pelo convite que fazia à contemplação de gestos «executados» com delicado e dedicado vagar, dir-se-ia inapropriado para alguma frequência menos in (if you get my drift) daquele local. O efeito de atracção-perturbação que aquela companhia de dança lançou sobre um conjunto de pessoas tão heterogéneo, até naquilo que as tinha levado àquele local, acabou por ser uma parte não menor de um espectáculo magnífico.

Leia-se: se não viram, deviam ter visto e para a próxima não os deixem escapar. |