Carla de Elsinore, inspirada pelos «Direitos do Leitor» enunciados por Daniel Pennac em Como um Romance, deu-nos finalmente os Direitos do BloggerTM, que ora aqui se transcrevem num esforço de propagação destinado a que jamais alguém possa vir a justificar-se com o seu desconhecimento.
1. o direito de não blogar
2. o direito de só ler alguns posts e o direito de não respeitar a lógica cronológica dos posts
3. o direito de fechar o blogue e recomeçar uns tempos depois ou de começar um novo blogue ou de calar-se para sempre
4. o direito de reler posts antigos, os dos outros e os nossos, de gostar, de não-gostar, de falar acerca disso, de retocar posts, de apagar posts
5. o direito de não linkar blogues que toda a blogosfera linka
6. o direito ao bovarismo*
7. o direito a estar de férias e esquecer o blogue ou o contrário, o direito de escrever posts imaginários, o direito de escrever disparates e de escrever coisas sérias, o direito de escrever posts quilométricos, o direito de se contradizer
8. o direito de gostar de blogues de qualquer espécie e das pessoas que estão metidas neles e o direito de não gostar de um blogue porque o template é horrível, o direito de nunca ler blogues de pessoas que nos provocam problemas de pele mesmo sendo de referência
9. o direito de fazer linkes para blogues amigos quando nos apetece e também para os outros, sem quaisquer constrangimentos (p.e., pode perfeitamente linkar-se o Pacheco Pereira quando ele escreve algo que merece referência)
10. o direito de não desejar transformar o blogue em livro
A blogosfera portuguesa está, portanto, bastante mais bem servida que o Iraque em termos legais. O que, não sendo surpreendente, é sempre bom ver confirmado.
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