Da próxima vez que a minha cabeça andar perdida, não vou ficar à espera que ela volte a casa pelo seu próprio pé.
Da próxima vez que a minha cabeça andar perdida, vou procurá-la a todos os sítios onde ela possa estar, sejam eles praças e vielas, ruas e avenidas, parques e jardins, subidas e descidas, becos e ruelas, fontes e esquinas, muros e aparcamentos, escadas e afins, esconsos e latrinas ou despensas de apartamentos.
Da próxima vez que a minha cabeça andar perdida, vou encontrá-la o mais rápido que puder para lhe dizer que escusa de voltar porque eu já não a quero para nada.

A minha cabeça já devia saber que a minha paciência tem limites.