Durante os eclipses parciais, coisas vulgares que só servem para nos distrair do que realmente interessa, o maior espectáculo está no chão. A luz do sol que passa pelos interstícios das folhas das árvores projecta-se no chão com o formato do sol semi-eclipsado. Este fenómeno é observável em qualquer situação em que a luz passe por orifícios pequenos — pelos buracos das persianas, por exemplo, para se ir projectar entre o Turner e o Luís XIV — mas debaixo das árvores é mais aleatório, variado e constitui o melhor pretexto para sair: «Vou ver o eclipse debaixo das árvores».
E no entanto, toda a gente olha para o lado errado.

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