Esqueçamos por momentos Felgueiras e a Felgueiras, a falência da Segurança Social, o preço das portagens, as falésias cheias de hotéis, Bragança sem bordeis, os rios mortos pelas pocilgas, a corrupção no futebol, o aumento do IVA, as listas de espera nos hospitais, a Madeira e o seu Jardim, o estado da Justiça, a investida do Professor Kavako, os resultados a matemática, os erros ortográficos, os enganos topográficos, a miséria da floresta, os touros de morte em Barrancos, a impreparação para a gripe dos passarinhos, as casas tipo maison, as novas idades de reforma, Gondomar e o seu Major, o buraco no orçamento, a seca severa ou extrema, a lentidão dos serviços públicos, a chulice dos serviços privados, Oeiras e as contas na Suiça, o cartel das farmacêuticas, a desordem do território, as perturbações da ordem pública, as fraudes nos impostos, a falta de mão-de-obra especializada, os buracos nas estradas e rejubilemos com a desgraça alheia: a partir de agora, na Polónia, a mesma Polónia com quem partilhamos a mama da União Europeia, o primeiro-ministro e o presidente da república são dois irmãos gémeos — os manos Kaczynski — fundamentalistas católicos, militantes de um partido de chama da Lei e da Justiça. Aleluia! |