— Meu comandante! — Raios o partam, grumete, mas quantas vezes é que tenho de lhe dizer para não me aparecer assim de... Bem, diga lá, que tal se saiu a equipa de reconhecimento? — Não muito bem, meu comandante. — Como assim? Não viram nada? — Viram, meu comandante, mas o objecto escapuliu-se mal percebeu que tinha sido detectado, meu comandante. — Ah! Sempre era um objecto furtivo, portanto! — Assim parece, meu comandante. — E isso também quer dizer que a equipa de reconhecimento não agiu com a subtileza necessária. O que por sua vez quer dizer que eram principiantes. De onde se conclui que o tenente é uma besta por mandar principiantes numa missão dest... — Se me permite, meu comandante... — Mas como se atreve a interromp... Bem, diga lá, grumete. — A equipa que o meu tenente enviou era constituída pelos 3 elementos mais experientes em missões de reconhecimento a bordo deste navio, meu comandante. — Ai sim?! Então chegue-se aqui grumete. Mais perto, mais perto, grumete. Isso... Só para nós, conte-me lá o que se diz por aí das verdadeiras razões do fracasso da missão de reconhecimento, grumete, aquelas coisas que nunca aparecem nos relatórios oficiais que o tenente me entrega. E não me esconda nada, grumete. Isto fica só entre nós. — Bem, meu comandante... — Sussurre, grumete, sussurre. — Bem, meu comandante, comenta-se que foi por excesso de voluntarismo, meu comandante. — Continue, grumete, continue. — É só isto, meu comandante. — Então diga novamente, grumete, mas agora com uma voz mais... Mais coiso... |