Admito que a polvorosa em que as memórias da Excelentíssima Senhora Professora Doutora Maria Filomena Mónica têm posto a blogosfera e seus arredores ajardinados me deixa com alguma água na boca. O meu problema é que a minha memória mais indelével da Senhora das Memórias é a de, apregoando a sua qualidade de «socióloga», ter feito uma incursão obscena nos campos da desonestidade intelectual, perpetrada n'O Independente há coisa de 10 anos ou quase, a propósito do escândalo que lhe provocava (provoca?) o desinteresse da maralha abjecta que habita este país que a não merece pela aprendizagem do francês. O meu problema é que desde esses dias que eu, não deixando de lhe reconhecer finura na escrita e elegância no gracejo, tenho alguma dificuldade em engolir a senhora, salvo seja. É sempre a mesma coisa: vou eu a meio do texto e assalta-me a ideia de que estou a ser manipulado para um fim obscuro ou para o fim claríssimo do arrebanhamento ao longo do véu do ego gigantesco da Senhora das Memórias. O meu problema é que sou um português da corda, reles e mesquinho e, atendendo ao exposto, não quero usar o meu dinheiro para comprar à Senhora das Memórias o produto da sua soberba. Lá vou ter de tirar fotocópias, está visto. |