Um frio que não se pode
As várias magnólias de folha caduca do centro de Coimbra (M. denudata e M. soulangiana) já estão todas a postos e prometem um escândalo de proporções jornalísticas para o Especial Floração 2006. A excepção é a Magnolia acuminata do Jardim Botânico, que deverá permanecer fiel à sua natureza, ou seja, discreta.

Mesmo lá para baixo, para os Algarves, o cair da noite faz-se por estes dias acompanhar de uma friagem que me pareceu francamente despropositada. O que vale é que os dias, em compensação, estão uma riqueza para passear.

«Se o mar fervesse havia muito peixe cozido» veio, de certa forma, fazer companhia a «Malandro não pára, dá um tempo», que, estranhamente, já se dava bastante bem com «Is that a gun in your pocket or are you just happy to see me».

Não necessitando de recorrer a referências estrangeiras, Monchique toma a dianteira de alguma coisa ainda não denominada ao assumir-se, ainda que à boca pequena, como a «Sintra do Algarve».

As laranjeiras (Citrus sinensis) que vivem nos arruamentos de Moura, Alentejo, estão ajoujadas de laranjas gigantescas como mais nenhumas que eu tenha visto – e não foram poucas – por esse país fora nos últimos dias. Desconheço as razões para tal facto, que no entanto atribuo ao clima, às propriedades mágicas da terra de Moura, à intervenção de monstros alienígenas gelatinosos, a experiências secretas conduzidas pelo Governo norte-americano com a complacência das autoridades portuguesas e a Deus Nosso Senhor, por esta ordem.

Existe uma terra chamada Imaginário. Fica às portas das Caldas da Rainha e, talvez apropriadamente, é constituída por um conjunto incaracterístico de casas atípicas dispersas em redor de uma estrada domesticada por um semáforo de controlo da velocidade. Não consigo explicar a paz que a aquisição deste conteúdo me trouxe, ainda que apenas por breves momentos.

O funcionamento do departamento/divisão/serviço de sinalética da Câmara Municipal de Alcácer do Sal devia ser repensado. A sério que devia.
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