Como resistir à tentação do elitismo provinciano, como, em dias como estes? Como escapar às garras do rancor, como, em tempos como este? Como desvanecer os desejos de mal, como, nesta hora funesta? Como, como, dizei-me, como? Como querer do futuro algo mais que simplesmente respirar, como, nesta época Brutal & Assassina, S.A.?
Laerte Como permanecer livre dos maus pensamentos e não fritar ruidosamente crrch-crrch-crrch-tlac-crrch no meu próprio fel? Como não ver o meu sentimento de pertença, já de si tão débil, mortalmente ferido? Como não soluçar perante os estilhaços da minha esperança destroçada? Como não sorrir amargamente e com altivez? Como não cuspir na cara dos desavisados de quem dependo? Que será agora do nefelibata nas mãos do feroz guarda-livros? Ó. |