Durante muito tempo, a minha maneira de viver com o assunto foi não pensar nele. Mas não creio que consiga continuar a fazê-lo: dou por mim a sentir-me cada vez mais desconfortável com a consciência de que existe no mundo alguém que traduziu «emoticons» por «ícones expressivos». Deixei de conseguir fazer de conta que aquilo é simplesmente uma expressão ridícula que apareceu por geração espontânea ou gerada aleatoriamente por computador. Tenho acordado com alguma frequência a meio da noite a pensar «foi uma pessoa!» E eu quero conhecer essa pessoa. Quero ver se tem o hábito de esfregar as mãos uma na outra à frente do rosto enquanto fala com os outros. Quero perguntar-lhe se já mudou de profissão. Quero saber se precisa de sugestões. Em suma, quero ajudá-la. |