Trata-se tão somente da primeira audição absoluta de Épures du serpent vert II, de Emanuel Nunes, seguida de Tempi concertati e Il ritorno degli snovidenia, de Luciano Berio. Atrás do ensemble, para lá do fundo envidraçado do palco do Grande Auditório da Gulbenkian, o jardim iluminado abana ao sabor da borrasca que se abateu sobre Lisboa e eu penso que não poderia haver melhor cenário para aquela música — mais para a de Nunes, mas também para a de Berio.
Apesar de tudo isto, a sala está às moscas, facto que se revela uma vantagem quando, no final, Teresa Patrício Gouveia aparece com o presunto e os papos-secos. Com a sala assim, as sandes chegam para toda a gente. |