Coimbra, a cidade das livrarias «inimagináveis de provincianas», aguarda com saudável expectativa a abertura da sua FNAC. Eu, como de costume, prefiro conter o entusiasmo. É que a FNAC a abrir aqui será certamente parecida com as do Porto, que, embora melhores que qualquer coisa que Coimbra tenha neste momento, estão a 300 km da qualidade do espaço e, especialmente, da variedade (de livros e discos) das de Lisboa.
Tudo isto seria menor se, perante a instalação na cidade de uma mega-livraria cuja política para espaços pouco mega passa por ter quase nada de tudo, uma parte das livrarias tradicionais apostasse fortemente na especialização, coisa que, neste momento, só acontece nas áreas da BD e do Direito. No entanto, tomando como referência um passado que exibe de forma pornográfica a incapacidade do comércio tradicional para se adaptar seja ao que for, algo me diz que o panorama não vai melhorar assim tanto como isso. |