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Maio é festa, Maio é luta
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Saudades de me rebolar nas gramíneas. Hoje em dia já é uma sorte poder sentar-me a ver os patos no Mondego enquanto os cães vadios, todos soaristas ressabiados, marcam a estatátua de Manuel Alegre como território deles. Mais além, uma quadrilha de trabalhadores usa o seu feriado para competir, ao som dos megafones roufenhos da CGTP, numa corrida tornada possível pelo bondoso patrocínio de empresas privadas. Chego a acreditar que já não me sentia tão mal desde a última vez que me vieram buscar a meio da noite para realizarem experiências médicas. Mas depois penso melhor e concluo que não. Aquilo das gramíneas era capaz de ser bem pior. |
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