Há a convicção e depois (ou antes) há a fé, que é mais ou menos a mesma coisa, mas ao arrepio das evidências. E, depois ainda (ou se calhar antes de todas ou entre as outras duas), há a esperança, que é uma espécie de tofu ou de seitan ou de hambúrguer de cogumelos com colorau e mostarda ou de moirinha em que não gastamos mais que o fundo dos bolsos porque não somos suficientemente vegetarianos. «Nós» é como quem diz, eu, pelo menos, vocês não sei nem me interessa. Pois parece que eu, o tal eu de ainda agora, embora me perca pelos enchidos sanguinários de Arganil, é mais esta última. É uma coisa assim mais tipo coiso, uma espécie de dar-me para apetecer viver dos duodécimos da teoria das probabilidades. |