Pode aquilo na Caparica ser o mar no seu caminho para Évora? Pode, claro que pode.
Agora que se decidiu, lá chegará um dia, e compreende-se: Évora é uma cidade lindíssima e ainda não completamente morta. Falta-lhe o mar, de facto. De resto, é prática em tamanho e localização, apesar das gramíneas na Primavera, mas para isso é que há o encharcar-se em anti-histamínicos e cortisona.
Pode uma imensa ternura por [nome omitido para proteger a identidade da vítima] ser a fuga ao cativeiro de uma paixão inclemente por [nome omitido para proteger a identidade do/a agressor/a]? Pode, claro que pode.
Da última vez que estive em Évora ia morrendo congelado pelo vento que transia a planície e subia as colinas a caminho do meu rosto, que ficou paralisado num esgar grotesco com pretensões à eternidade. Só dentro do carro, quando regressei à normalidade das curvas, é que pude perceber-recordar como também gosto tanto daquele jardim simpático cheio de gatos que confraternizam com pavões. Com pavões. |