Poulet aux gombos
800g de peito de frango
500 gramas de quiabos (Abelmoschus esculentus, que são os gombos)
300 gramas de arroz basmati
1 brócolo grandalhão
Azeite a gosto
1 colher de sobremesa de polpa de tomate
1/4 cebola
4 dentes de alho
2 colheres de sopa de molho inglês (Worcestershire sauce)
Cominhos (residual)
Pimenta preta (residual)
Açafrão em pó (2 colheres de sopa)
Sal (a gosto)

Corta-se o peito de frango em cubos, que será colocado a apurar em íntima comunhão com uma mistura de bom azeite estupidamente suave (transmontano é uma boa ideia) com as 2 colheres de sopa de molho inglês, os dentes de alho picados, uma pitada de cominhos, outra de pimenta preta (moída na altura) e mais uma de sal. Atenção à pitada de cominhos, que é daqueles condimentos capazes de fazer um prato ir do Olimpo a Valhalla num piscar de olhos. Esperar uma hora, hora e meia. Debussy é uma escolha apropriada à ocasião, pelas razões que se está mesmo a ver. Aproveitar para limpar as janelas da sala também.

Deitar azeite (de cozinhar) no fundo de uma panela, picar cebola lá para dentro, juntar a colher de sobremesa de polpa de tomate e acender o lume, que deverá ser mantido brando. Quando a cebola tiver alourado, misturar alguma água. «Alguma», sim, que querem que vos diga? Nunca fui muito bom a quantificar estas coisas. Um ou dois dedos no fundo da panela, eu também não sei como é a vossa panela, que raio. Adiante, que já perceberão. Esperar que ferva. Quando estiver a ferver, regressar ao lume brando e juntar o frango e seus acompanhantes de apuramento – olhem, a quantidade de água deve ser tal que o frango não se veja submerso. Perceberam agora? Bem. Acrescentar as 2 colheres de sopa de açafrão. Subir um bocadinho o lume (ma non troppo) e ir dando umas voltinhas para o frango cozinhar bem e depressa. Ao fim de uns 2 minutos, juntar os quiabos, que deverão ter sido previamente cortados em rodelas. Deixar estar mais 2 ou 3 minutos a refogar, que deve ser o tempo necessário para os quiabos ficarem bem cozinhados mas não desprovidos da sua sensualidade original.

Servir acompanhado do brócolo mal cozido, partido aos bocados (aproveitar os talos, s.f.f.), e arroz basmati, que deve ser confeccionado exactamente como diz na embalagem em que veio do supermercado. Se a embalagem não tinha instruções ou se foi irresponsavelmente parar à reciclagem sem que a literatura tivesse sido lida, é só cozer, com um bocadinho de sal, em 2 medidas de água para cada uma de arroz, durante cerca de 10 minutos. Com o tacho destapado, para ficar mais solto, que isso de o basmati ficar sempre solto independentemente do lhe façamos é uma mentira horrenda pela qual os seus autores deveriam ser seviciados sem misericórdia.
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