As autoridades sempre são minimamente delimitáveis e convocam uma imagem, ainda que difusa, na minha cabeça. Os analistas já nem por isso. O espectro que vai desde o velhote de tasca, ébrio e desdentado, à analista clínica que, no seu laboratório asséptico, cinge languidamente a bata branca ao corpo no intervalo entre recolhas de urina é demasiado grande para que o meu cérebro, órgão longamente assolado por toda a sorte de excessos, consiga engendrar um referente a que se consiga segurar. Com os especialistas, então, a desgraça é completa, mas por razões que não me ficaria bem vir aqui expor abertamente. Digamos apenas que o problema é exactamente oposto ao que tenho com os analistas e que está relacionado com a prática de métodos de diagnóstico intrusivos. |