Lá fora, pela janela, chove continuamente há mais de 3 semanas, mas parece que é mesmo assim em Novembro. Na televisão, sem som, o tio do ferido ligeiro mexe a boca enquanto a testemunha ocular, em segundo plano, esbugalha os olhos em direcção à câmara. Não há sinais do ferido ligeiro, nem sequer pedaços sólidos ou líquidos que ele tenha deixado na cena do...
Levarei o meu sobrinho a ver um filme imprevisto. Um filme distante dos videojogos, dos corpos suados e dos orgasmos fingidos, um filme que lhe mostre que há um outro mundo cá dentro. Talvez até já seja tarde demais, mas ficarei com a impressão de dever cumprido.
Quando penso em ti é sempre Verão. Que lamechice, não é? Não, por acaso não é. Tu não sabes o que eu acho do Verão nem das pessoas que o fazem acontecer. Nem sequer sabes de que Verão estou a falar. Os Verões são todos diferentes e eu lembro-me de cada um deles como se à minha frente passasse uma agenda com o que fiz em cada hora de cada dia de cada estio. Aposto que não podes dizer isto de nenhum dos teus Verões, tal como eu não posso dizê-lo de nenhuma das outras estações, minhas ou não. |