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Novamente nómada, novamente mónada
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Numa tentativa mal sucedida de regresso (como se houvesse tentativas bem sucedidas de regresso), julgo perceber tudo menos os sorrisos. Percebo os gritos, os palavrões, o deslizamento pelo cadeirão até as calças se arregaçarem pelas canelas, as piruetas, os erros ortográficos. Mas não percebo os sorrisos. Por que sorriem? Note-se que não riem, sorriem. O riso seria compreensível, expectável, até. Ou os sorrisos, se fossem amarelos ou incomodados ou vidrados. Mas aqueles sorrisos francos, honestos, não, não fazem sentido. Se pudesse, perguntava o porquê daqueles sorrisos, mas estou demasiado longe. Na verdade, nem sequer estou a ver aqueles sorrisos, estou apenas a adivinhá-los. |
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