A solidão formidável do inerte
Foi então que tudo se desfez.

Não propriamente «tudo», mas «o que restava», que já não era mais que o indispensável à sobrevivência num meio hostil. E se o meio era hostil. E não propriamente «se desfez», mas simplesmente «se desprendeu», que o que restava não era coisa que se desfizesse. «Então» não foi no Outono, como se poderia pensar, mas na Primavera, que é quando a natureza nos liberta das conveniências próprias da escassez do Inverno, embora isto, por si só, não justifique grande coisa.

Foi na Primavera que o que restava se desprendeu, portanto. Mas creio que poderia ter acontecido noutra altura qualquer.
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