Depende de uma certa estabilidade, que não deve ser confundida com mediocridade. Por outras palavras: depende de não estar a ser dispendida demasiada energia na tentativa de alcançar um equilíbrio ou absoluta falta de equilíbrio. Por outras palavras — não, por quase as mesmas: é preciso que o equilíbrio não seja uma questão, quer por estar assegurado quer por estar demasiado distante para ser sentido. Ou mesmo almejado, há que confessá-lo. Mas aí, se esta distância ao equilíbrio é da ordem do almejo ou, simplesmente, da ordem dos sentidos, isso não é para agora.
Resumindo: entre 45 e 55 por cento, é bom; abaixo de 10 por cento é bom; acima de 90 por cento é, em toda a sua improbabilidade, bom; o resto é isto. |