Ontem, ao passear na rua a horas que costumam ser de almoço para a maioria das pessoas, apanhei a saída de uma missa – ou melhor, fui apanhado por ela. Uma multidão em traje domingueiro que me pareceu inexplicável nos dias de hoje, já com o século tão avançado e, ainda por cima, numa altura em que a cidade parece um cão ao sol. Depois pensei que a explicação estará, precisamente, em Agosto e, ainda mais precisamente, no final de Agosto: foram todos insuflar-se com o deus (presumivelmente Javé, naquele caso) de que se tinham esvaziado durante a temporada de praia. O calor, as hormonas, o ócio, tudo isto se conta entre os instrumentos de Satanás. Esta ideia provocou-me alguma inveja, embora não tenha percebido se do «lado bom» ou do «lado mau» da questão porque me passou logo. Se me atacar outra vez, voltarei ao assunto. |