(maldita noite que nem a distância escurece não tive outro remédio senão sair para a rua para as vielas vazias e molhadas pelo chuvisco que vão dar ao mar sempre ao mar aqui todos os caminhos vão dar ao mar como se houvesse sítios onde os caminhos vão dar a terra já está frio de noite maldita que nem a distância um frio que se aloja entre a roupa e o tremeluzir do corpo como não interessa como quê é ou não é antes de termos sido advertidos para os perigos de não se pode dizer era tudo mais fácil era não ou não era agora sabemos que há mais para além de não se deve dizer e que o presente não merece o nosso ridículo escurecido pela distância e isso é que me traz) |