Dou-me conta de que já não estamos a uma distância segura do revivalismo grunge, mas isso não me preocupa muito. A minha fase grunge durou uns seis meses, ali pelo final de 1991 e início de 1992, e viveu de uma obsessão demencial com o álbum Nevermind, dos famigerados (sempre quis usar a palavra «famigerados» mas, felizmente, nunca tinha tido coragem) Nirvana, com a aquela capa impossível, o lítio e o prenúncio do Rohypnol e do tiro na cabeça, que haveria de ser disparado no já suficientemente nefasto dia 5 (cinco) de Abril. Depois passou-me e nunca mais voltou. Mas se as camisas de flanela reaparecerem com novos padrões até é capaz de ser mais ou menos. |