O Agrafo é pela construção do Novo Aeroporto dos Arrabaldes de Lisboa na Ota.
A Ota já estava escolhida há muito tempo. A Ota tinha sido aceite, pelo menos com o silêncio, pela generalidade dos agentes económicos nacionais. A Ota tinha sido interiorizada pela população da Ota, que já se estava a fazer à maximização dos benefícios associados à existência de uma infraestrutura superestruturante no campo das conectividades internacionais globalizantes de grandes dimensões na sua terra. A Ota tem bom nome para aeroporto internacional, porque só tem três letras e cabe sem resistência nos bilhetes e nos quadros electrónicos. A Ota isto. A Ota aquilo. A Ota assim. A Ota assado.
Virem agora, à beira do início da sua construção, pressionar para que o Novo Aeroporto dos Arrabaldes de Lisboa seja implantado, afinal, no campo de tiro de Alcoentre, que até fica ligeiramente mais longe de Lisboa (basta ir ao mapa e ver), simplesmente porque, tratando-se de terrenos do Estado, sai mais baratucho, parece-me uma irresponsabilidade só possível num país dominado pelos interesses mais obscuros. Mas esta gente é doida? Então e os impactos ambientais? Então e o tojo de Alcoentre, um dos melhores da Europa? E as flores lilases? Nada disto conta, nada disto interessa? E onde estão os ambientalistas? Sim, onde estão os ambientalistas? Deixem lá Alcoentre em paz e façam aquilo onde estava previsto há quase dez anos. Pá. |