Alguns — dois — leitores — um e uma — fazem-me notar que, apesar de me encontrar triplamente bem posicionado para o fazer, ainda não dissertei acerca da entrada em vigor da nova lei do tabaco, das mais que previsíveis peripécias que a têm rodeado e das birras, também elas pouco surpreendentes, que originou.
A leitora vai ao ponto de afirmar que, precisamente por eu estar numa posição privilegiada e acessível a poucos, comentar a realidade que resulta da aplicação ou não aplicação desta lei é uma obrigação a que não devo furtar-me com o pretexto da falta de vocação que este espaço tem para o uso de comentário à actualidade, seja lá isso o que for. Avança mesmo que a minha persistência em ignorar o mundo dos meus dias não faz de mim um criatura superior aos reles pormenores da vida quotidiana, mas apenas, e cito, «um molusco pusilânime, pedante e onanista».
O leitor fica-se, amavelmente, pelos seus melhores cumprimentos. |