Não é regionalismo fácil, mal a que me julgo imune, é pura realidade: há coisas que acontecem no resto do país que só não são notícia porque não é em Lisboa ou no Porto que têm o seu palco. Qualquer percalço entre um agente cultural e os agentes públicos de um dos dois «grandes municípios» portugueses (embora o do Porto já tenha visto dias de maior importância no ranking nacional...) dá imediatamente lugar a primeiras páginas e aberturas de telejornais, ao passo que incidentes de gravidade igual ou superior ocorridos na famosa «província», só têm os mesmos direitos mediáticos se vierem acompanhados de mortos e feridos – o que, para o mal e para o bem, não tem sido costume. É também por isto que deviam ler este longo texto, que também podem, e devem, subscrever. Acreditem: é tudo verdade. |