Parece que sim, que é verdade que os chópingues à estadunidense começaram a morrer no local que os fez nascer. Terá começado a dar-lhes a solipanta no final da década passada, altura em que começaram a deslizar para dentro da mesma sorte que lhes levou os antecessores. Isso quer dizer que, por cá, ainda se aguentam mais vinte ou trinta anos sem problemas: o Atlântico é difícil de atravessar pelo vírus dos centros comerciais, que não gosta do ar rarefeito e das hospedeiras antibióticas da aviação de longo curso, nem da humidade dos contentores a cargo da marinha mercante com pavilhão do Panamá. Mas vinte ou trinta anos é pouco. Se o meu organismo não se distrair dos números oficiais da esperança média de vida para os homens portugueses, daqui a vinte ou trinta anos ainda cá estarei para lavar e durar. E isso torna tudo muito mais complicado. |