Eu odeio, mesmo que temporariamente, as pessoas dizem «quê de cão». Ou «cê de sino». Ou, pior ainda, «quê de quá-quá». Fico com umas ganas que, se concretizadas, teriam gravidade suficiente para dar lugar ao arquivamento de um processo judicial daqui por dois ou três anos. O pior de tudo é quando são professores/as do primeiro ciclo do ensino básico a dizê-lo, provavelmente para que as letrinhas — que são tantas, tantas — não baralhem as cabecinhas pequeninas das criancinhas. Gostava de lhes perguntar se porventura dirão, quando a ocasião a tanto se preste, «quê de cão ó dois». Ou se gostariam de ser megulhados/as em «agá dois cê de sino ó quatro».
Um conjunto de decisões sensatas e inteligentes por parte de quem trata dessas coisas da classificação periódica dos elementos (deve ser uma Direcção-Geral qualquer) deixou-nos sem exemplo para o terceiro caso atrás enunciado, impossibilitando-nos de continuar este texto. Pelo facto, etc. |