O contexto social em que as escolas (todas e cada uma delas) se inserem? Má gestão (em sentido muito lato) das escolas, que normalmente é feita tendo em conta interesses pouco confessáveis de quem a pratica e raramente os dos alunos? O que se passou em 2008 com o telemóvel era o prato do dia a propósito de outros objectos em várias escolas da zona de Lisboa (falo do que sei) há vinte, trinta, quarenta anos? Disparates! Para quê factos quando temos umas suposições que encaixam perfeitamente nas nossas teorias prêt-à-porter? Para a direita um pouco torta que por aí cambaleia, a culpa reside na erosão da autoridade dos professores operada pelo vil «eduquês» que a esquerda injectou no nosso outrora resplancedente sistema de ensino. Para a esquerdinha béu-béu que por aí campeia, o grande pecado é a erosão de uns sinónimos da autoridade dos professores operada pelas declarações públicas de sucessivas e pérfidas equipas ministeriais que a direita (por vezes mascarada de esquerda) desovou para dentro d'O Ministério. Entretanto, desgraçadamente, dos confins deste mundo a preto e branco, surge a informação de que a turma do telemóvel foi constituída de acordo com os costumeiros princípios que se resumem a juntar comodamente no mesmo saco todos os «maus elementos». Também ficámos a saber que, à falta de melhores instumentos para lidar com a dita turma, a professora agredida tinha autorizado as adoráveis criancinhas a utilizar os telemóveis na sala de aula, desde que o fizessem apenas para ouvir música. Uma maçada. |