Isto é por modas: agora anda tudo a torcer o nariz ao novo símbolo do PSD. Mesmo eu, um gajo sério que não vai em modas, só não torço mais o nariz ao novo símbolo do PSD porque não consigo torcer muito o nariz. Conseguir, consigo, mas só se utilizar as mãos e parece-me que não é isso que se pretende quando se torce o nariz a alguma coisa, seja ela o novo símbolo do PSD ou aquela pata de veado com ar de salmonelose. O que se pretende, creio, é que o nariz se torça pelos seus próprios meios. Tenho alguma pena de não conseguir torcer mais o nariz, mas, se pudesse escolher, o que eu gostava mesmo era de conseguir tocar com a ponta da língua na ponta do nariz. Isso sim, é um feito capaz de revolucionar a vida social de uma pessoa. Não que a minha vida social ande a precisar de ser revolucionada, mas é sempre bom sabermos que, se precisarmos, temos à mão, ou ao nariz, os instrumentos para o fazer, sem dependências, sem favores. Já franzir, franzo muito bem, graças a deus, tanto o nariz como a testa e os sobrolhos. Mais o sobrolho direito que o esquerdo. Com o levantar os sobrolhos passa-se exactamente o contrário: levanto melhor o esquerdo que o direito. Provavelmente existe uma relação entre as duas coisas. |