Dezanove horas e quarenta minutos para chegar ao destino perfeito. Duas escalas, Amsterdão e Tóquio, dar entrada no hotel de aeroporto ao início de uma tarde desfasada. Sentar na cama firme sem cor com um exemplar de contributos para o que tiver de ser na ocasião, um exemplar de contributos que jamais será aberto. Olhar a neve caindo para lá dos vidros duplos, por dentro os flocos dos anagramas de velhas capitais que jamais serão visitadas. Dormir. Acordar. Receber saída do hotel de aeroporto no fim de uma madrugada recauchutada. Vinte e vinte cinco, Tóquio—Amsterdão. |