Nunca ando com pensos rápidos. Não é de propósito, mas também não é sem querer. É daquelas coisas. Seja como for, quando uma pessoa resolve sangrar em público, e isto é válido mesmo para públicos pequenos e altamente especializados, deve sempre fazer-se acompanhar dos meios necessários ao controlo da situação, desde os preliminares até aos sublimares. É feio colocar os outros na situação de se sentirem mal por não terem levado aquilo que devias ter sido tu a levar. Que querias que eu fizesse? Que te fizesse um torniquete, que chamasse o cento de doze, que te chupasse a ferida para prevenir infecções? Ali, no meio da rua, perante toda a gente? A menos que tu próprio não esperasses a hemorragia, mas não foi essa a ideia com que fiquei. O que vale é que foi pequena e não fez muita porcaria. Mas continuo sem perceber qual foi a tua ideia. |